Recentemente, tivemos mais uma triste notícia envolvendo violência contra a mulher. A jovem Amanda Teixeira, de 23 anos, perdeu a vida ao ser esfaqueada, na zona lesta da cidade de São Paulo. O principal suspeito é o ex-companheiro.
Apesar do recuo nos números de feminicídios em 2024, ainda há muito a ser feito. Conforme dados divulgados pelo Governo Federal, esse tipo de crime apresentou uma queda de 5% em relação a 2023. A redução reflete os esforços contínuos de políticas públicas voltadas à proteção da mulher, com ampliação de programas de prevenção e fortalecimento da rede de apoio às vítimas. Mas ainda assim a violência de gênero é alta no país.
Nos últimos anos, o Brasil tem intensificado suas ações para reverter esse quadro. Há poucos meses, foi promulgada a Lei nº 14.994/2024, que agrava a pena de quem comete crimes contra a mulher. Além disso, existe uma linha exclusiva para denúncias desse tipo, o Ligue 180. O programa oferece atendimento gratuito para denúncias e orientações sobre violência doméstica.
Outro fator relevante foi o aumento no investimento em equipamentos, ações policiais e capacitação de agentes de segurança para lidar com casos de violência contra as mulheres. A Diretoria do Fundo Nacional de Segurança Pública destinou R$ 116 milhões aos estados e ao Distrito Federal a fim de promover a defesa da população feminina.
Apesar da queda no número de feminicídios, a violência contra a mulher no Brasil ainda é uma realidade estrutural. Em muitos casos, as vítimas enfrentam dificuldades para acessar medidas de proteção ou denunciar seus agressores.
Além disso, existe a preocupação quanto a efetividade do cumprimento das leis e a morosidade do sistema de justiça. O tempo para concessão de medidas protetivas pode ser longo e, em alguns casos, mulheres continuam vulneráveis mesmo após denunciar seus agressores.
O aumento das campanhas de conscientização tem sido fundamental para estimular denúncias e reforçar a importância da prevenção. O uso das redes sociais como ferramenta de mobilização, por sua vez, ajudou a dar visibilidade a casos de violência e pressionar o poder público a agir com mais rigor.
A queda de 5% nos feminicídios é um avanço, mas o Brasil ainda enfrenta um longo caminho para erradicar a violência de gênero, apesar do governo reforçar o compromisso com políticas públicas voltadas às mulheres.
A chave para a continuidade dessa redução está na educação e na mudança cultural. Programas educacionais, campanhas publicitárias e mais ações de conscientização são essenciais para incentivar o respeito e a igualdade entre gêneros.
O cenário exige vigilância constante. Com políticas eficazes, investimentos em segurança e uma sociedade mobilizada será possível garantir que cada vez menos mulheres estejam vulneráveis e sejam vítimas da crueldade.